08/01/2014 - 02h50
Conselho Federal de Medicina aprova nova técnica para tratar próstata aumentada
JOHANNA NUBLAT
DE BRASÍLIA
Um parecer aprovado pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) abre caminho para a utilização no Brasil de uma técnica menos invasiva para tratar o aumento benigno da próstata (hiperplasia), problema que atinge cerca de 50% dos homens com mais de 50 anos. DE BRASÍLIA
Trata-se da embolização das artérias da próstata, que pode servir como alternativa a medicamentos e a outros procedimentos cirúrgicos.
Análise: Método esbarra em entraves e é pouco acessível na rede pública
A técnica foi desenvolvida por médicos do Hospital das Clínicas de São Paulo, onde vem sendo usada na forma de pesquisa, e já está sob avaliação do governo americano.
Consiste no uso de um pequeno tubo, que entra pela virilha e, guiado por um aparelho que emite raio X, percorre vasos sanguíneos até a próstata. Lá, uma substância é liberada a fim de obstruir parte do fluxo sanguíneo que alimenta a próstata, favorecendo a redução de seu tamanho e, assim, reduzindo a pressão do órgão sobre a uretra, diz Francisco Carnevale, chefe do serviço de radiologia intervencionista do HC.
Nela é usada anestesia local, e o paciente pode deixar o hospital no mesmo dia.
| Editoria de Arte/Folhapress |
Segundo Carnevale, o procedimento da embolização já é usado no país, mas para outras finalidades. Por exemplo, para atacar miomas uterinos e tumores no fígado.
Alberto Azoubel Antunes, urologista que chefia o serviço de próstata do Hospital das Clínicas, explica que a nova técnica beneficia sobretudo pacientes com obstrução leve –a maior parte dos casos–, aliviando sintomas como ardor e urgência para urinar e jato fraco de urina.
Miguel Srougi, professor titular de urologia da USP, diz que o procedimento foi utilizado em cerca de 60 pacientes nessa fase de pesquisa. Mais de 50 deles voltaram a urinar normalmente, sendo que não houve complicações em nenhum dos casos.
Segundo Srougi, a técnica é segura e apresentou resultados sólidos, embora haja algumas críticas no meio médico sobre o procedimento. "Se [a técnica] pegar, a cirurgia mais realizada em próstata vai deixar de ser feita num grupo grande de pacientes", afirma o médico.
PARECER
Após cerca de quatro anos utilizando a técnica no Brasil dentro de protocolos de pesquisa, o grupo solicitou ao CFM o reconhecimento da nova técnica. Em parecer aprovado no fim de 2013, o conselho reconheceu os benefícios da embolização, chancelando seu uso desde que cumpridos alguns requisitos.
| Editoria de Arte/Folhapress |
Carnevale explica que a proposta é criar centros de capacitação de profissionais para a utilização da técnica em outros hospitais do país, em conjunto com sociedades da área.
Análise de sangue pode diagnosticar câncer de próstata, diz revista
Uma análise de sangue pode ajudar a diagnosticar o câncer de próstata, já que permitiria aos médicos rastrear a marca genética que o tumor deixa sobre as células afetadas, informou nesta terça-feira (9) a revista médica The Lancet Oncology.
Na atualidade, os médicos realizam uma biópsia para determinar a agressividade do tumor, mas os cientistas esperam que no futuro este tipo de análise proporcione dados mais precisos que a biópsia.
Uma equipe de cientistas do Institute of Cancer Research de Londres fez este teste em 94 pacientes e foi capaz de dividí-los em vários grupos a partir dos resultados da análise.
Os pesquisadores conseguiram assim diferenciar o grupo de pacientes com pior previsão e maior mortalidade, que sobreviveram nove meses em média em comparação com os 21 meses dos demais participantes do estudo.
O teste voltou a ser aplicado depois em outros 70 pacientes, e foram encontrados nove genes com os quais identificar com precisão àqueles que tinham menos probabilidade de sobreviver ao câncer.
Nos Estados Unidos, cientistas do Dana-Farber Cancer Institute e do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center averiguaram uma análise similar, também para casos de câncer de próstata, e descobriram seis genes com os quais dividir os pacientes em dois grupos segundo o nível de gravidade.
Segundo Malcolm Mason, pesquisador da organização beneficente britânica Cancer Research UK, estes resultados são "importantes" porque a análise não só ajudará a identificar os pacientes com pior previsão, mas servirá para escolher o tratamento mais eficaz para cada um deles.
Com este teste, os pesquisadores podem observar se os genes do paciente sofreram alguma alteração atribuível à presença de um tumor de próstata, uma doença que em muitas ocasiões demora anos para manifestar seus sintomas.
Uma equipe de cientistas do Institute of Cancer Research de Londres fez este teste em 94 pacientes e foi capaz de dividí-los em vários grupos a partir dos resultados da análise.
Os pesquisadores conseguiram assim diferenciar o grupo de pacientes com pior previsão e maior mortalidade, que sobreviveram nove meses em média em comparação com os 21 meses dos demais participantes do estudo.
O teste voltou a ser aplicado depois em outros 70 pacientes, e foram encontrados nove genes com os quais identificar com precisão àqueles que tinham menos probabilidade de sobreviver ao câncer.
Nos Estados Unidos, cientistas do Dana-Farber Cancer Institute e do Memorial Sloan-Kettering Cancer Center averiguaram uma análise similar, também para casos de câncer de próstata, e descobriram seis genes com os quais dividir os pacientes em dois grupos segundo o nível de gravidade.
Segundo Malcolm Mason, pesquisador da organização beneficente britânica Cancer Research UK, estes resultados são "importantes" porque a análise não só ajudará a identificar os pacientes com pior previsão, mas servirá para escolher o tratamento mais eficaz para cada um deles.
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Articulação do Jornal dos Amigos
210712
HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA TEM CURA
Por Pedro Laranjeira
Evolução da próstata normal para a próstata do idoso
Essa é uma doença QUE atinge a TODOS os homens, mais cedo ou mais tarde. É apenas uma questão de idade. A partir dos 60 anos de idade a incidência é de 65% na população masculina; entre os 70 e os 80, sobe para 80%; entre os 80 e os 90 para 90% e a partir dos 90 o número é mesmo 100% - todos!
Com o avançar da idade, a próstata "incha", aumenta de volume. Trata-se de uma proliferação adenomatosa, não maligna, que pode obstruir as vias urinárias inferiores. É o tumor benigno mais comum no homem. Essa patologia pode começar a aparecer depois dos 40, mas normalmente isso só sucede por volta dos 60 ou mais. A partir daí, a incidência aumenta muito com o passar dos anos e acaba por ser inevitável a partir de uma idade avançada.
SINTOMAS
Os sintomas mais comuns são a dificuldade em urinar, fazê-lo normalmente em pequenas quantidades e com uma vontade frequente, que muitas vezes leva os homens a levantar-se várias vezes durante a noite para ir ao banheiro. O jato pode ser fraco e intermitente ou mesmo causar dor. Fica-se com a sensação de que a bexiga continua cheia. Por vezes há também perda de sangue. Esses sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Quando a situação se agrava, pode chegar-se à retenção urinária, que leva o paciente ao hospital para que lhe seja introduzida uma sonda pela uretra para esvaziar a bexiga.
DIAGNÓSTICO
Faz-se através de exames médicos, que podem ir do toque retal à ecografia pélvica por via retal, análises laboratoriais incluindo Urina II, Glicemia, Colesterol, Triglicerideos, Hemograma, V.S., Creatinina e Ureia, exame PSA (dosagem do antígenio prostático específico), para determinação de existência ou não de neoplasia.
MEDICAÇÃO
É a primeira fase de abordagem ao problema, quando não é ainda muito grave. Usam-se medicamentos, que por norma reduzem a potência sexual em mais de metade dos casos. São eles os antagonistas alfa1 (doxazosina, alfasusina e tamsulosina) e os inibidores da 5 alfa reductase (finasteride e dutasteride). Com o evoluir da patologia, avança-se para uma das várias soluções cirúrgicas que existem,
CIRURGIA
A mais comum é a "prostatectomia a céu aberto", ou seja, a extração cirúrgica da próstata. Existe também a "ressecção transuretral da próstata" (TURP), em que todo o procedimento é realizado pela uretra. Outros métodos incluem cirurgia a laser, termoterapia, eletrovaporização etc., mas com resultados que não se comparam aos das cirurgias clássicas. As intervenções cirúrgicas estão frequentemente associadas a hemorragia, com necessidade de transfusão sanguínea. A TURP está sempre associada a ejaculação retrógrada (o esperma vai para a bexiga) e a cirurgia clássica provoca igualmente e ejaculação retrógrada e impotência sexual numa grande percentagem dos pacientes. Os números "oficiais" apontam para índices de impotência entre os 50 e os 60%, mas o Dr. Martins Pisco, após uma Conferência em que participou recentemente em Tampa, nos Estados Unidos, foi abordado por vários colegas americanos que lhe garantiram que os "números oficiais" eram falsos e que a impotência resultante da cirurgia era de cerca de 100%.
NÃO FAZER NADA
Quando não tratada, a HBP pode levar a graves complicações: cálculos na bexiga, infecções urinárias, insuficiência renal e retenção urinária, que obriga ao uso de algália. Resolver o problema é sempre inevitável.
NOVA DESCOBERTA DO DR. PISCO
Até hoje, todas as soluções implicavam sofrimento, mudança radical de hábitos, medicamentos extremamente caros para o resto da vida e a perda total da capacidade sexual. Tudo mudou graças à iniciativa de um cientista português que, com investigação, descobriu uma forma de melhorar o quadro da doença, sem cirurgia, sem internamento hospitalar e sem alteração da atividade sexual ou até a sua melhoria. Trata-se do Dr. João Martins Pisco, já pioneiro no tratamento de mulheres com fibromiomas uterinos, a quem cura sem cirurgia, permitindo a manutenção dos órgãos reprodutores e a capacidade de ter filhos.
Jornal dos Amigos
26/05/2012
Como escolher um cirurgião para operar a próstata?
Redação do Diário da Saúde| O Dr. Jim Hu está desenvolvendo novas técnicas para a cirurgia da próstata que não dependam tanto da habilidade do cirurgião para evitar a impotência sexual e a incontinência urinária.[Imagem: Jim Hu/UCLA] |
Metade dos homens diagnosticados com câncer de próstata precisam passar por uma prostatectomia radical, a remoção cirúrgica da glândula.
A má notícia é que quase a totalidade deles sairá da cirurgia com disfunção erétil e/ou incontinência urinária. Agora, pela primeira vez, médicos resolveram encarar a situação abertamente e pesquisar porque esses efeitos colaterais graves são tão comuns, comparando os resultados de diferente profissionais. E, sobretudo, se há como escapar de resultados tão ruins.
E, segundo eles, a chave da questão é: os resultados dependerão basicamente do talento do cirurgião
.
Médico gentil e experiente
Os autores do estudo afirmam que a recomendação básica para todos os homens que precisam se sujeitar à prostatectomia radical é: procure um cirurgião "gentil e experiente".
Não gentil no trato pessoal, mas gentil no tratamento com os minúsculos nervos ao redor da próstata, cuja interrupção geram a disfunção erétil e a incontinência.
A interrupção dos nervos é causada quando o médico corta a glândula para extraí-la, sem o cuidado adequado com os nervos ao seu redor.
Quanto à experiência, também há que ser exigente: os pesquisadores recomendam escolher um médico que já tenha realizado pelo menos 1.000 cirurgias de remoção da próstata.
Além disso, outra característica desse profissional a ser verificada pelo paciente é se ele procura aprimoramento profissional em novas tecnologias, como as cirurgias auxiliadas por robôs.
Recuperação da impotência
O estudo demonstra que a maior experiência do cirurgião e o manuseio mais delicado dos nervos minimizaram significativamente a ocorrência de impotência.
Cinco meses depois da cirurgia, a recuperação da disfunção erétil passou de 0 para 33% dos pacientes. Após 12 meses, esse número passou dos 15% normais para 59%.
"Esses resultados são muito bons para os primeiros meses após a cirurgia," afirma o Dr. Jim Hu, da Universidade da Califórnia (EUA), coordenador da pesquisa. "A maioria dos homens continuará a experimentar melhoria na potência erétil até dois anos após a cirurgia."
Auxílio de robôs
"Homens que estão procurando uma cura cirúrgica para seu câncer de próstata têm muito a ganhar observando as nuances exigidas de um cirurgião para evitar a disfunção erétil," garante o médico.
Segundo ele, a formação de um bom cirurgião de próstata depende de treinamento, talento, desejo de melhorar e revisão meticulosa das técnicas mais modernas e dos resultados de cada uma dessas técnicas.
Como a equipe admite que fazer 1.000 cirurgias até começar a fazer cirurgias com menor risco para seus pacientes é algo inaceitável, os pesquisadores prepararam um vídeo demonstrando as técnicas mais recentes, sobretudo as cirurgias assistidas por robôs.
Segundo eles, isso poderá ajudar os cirurgiões mais jovens a obter melhores resultados mais rapidamente e, eventualmente, encurtar suas curvas de aprendizado.
PUBLICADO EM :
http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cirurgia-prostata-impotencia&id=7793
1 ) A vida após o câncer de próstata
Saiba como é a recuperação dessa cirurgia que assusta tanto os homens
Vladimir MalufO exame de próstata ainda é um tabu entre os homens, que precisam fazer o exame anualmente após os 50 anos para detectar precocemente o problema. Quanto mais tardio for descoberto, maiores são as consequências, podendo levar o paciente à morte.
Em homens que têm histórico da doença na família, é bom começar a se precaver a partir dos 45 anos. Mas não é nada desesperador. Com as novas tecnologias da medicina, a recuperação é cada vez mais rápida e menos incômoda.
Quem tem câncer que não saiu da próstata pode optar pelo tratamento com radioterapia ou bracterapia (implante de semenetes radiotivas na próstata), sem precisar operar. “A cirurgia é o processo mais utilizado e mais bem estudado no controle do câncer. Mas tem efeitos colaterais”, afirma o professor de Urologia da Escola Paulista de Medicina Fernando Almeida.
Os efeitos pós-cirurgia
A consequencia mais frequente é a disfunção erétil. Quanto mais jovem o paciente, menor o número de casos. “Também é um quadro que vai melhorando até completar um ano da cirurgia, e ocorre entre 40% e 50 % dos pacientes”, diz. “O homem, se precisar, pode ter ajuda com medicamentos que estimulem a ereção”.
“Existe, ainda, a possibilidade de prótese peniana”, explica Fernando. “Há uma que é mais rígida, e o homem tem ereção constante. E tem as que são infláveis, através de um dispositivo colocado durante a cirurgia e, na hora da relação sexual, deve ser pressionado, mas é imperceptível”. De acordo com ele, a opção vai depender do quadro de cada paciente.
Outro problema enfrentado após a cirurgia é a incontinência urinária. “Isso acontece entre 5% e 10% dos casos, nos primeiros meses até um ano, mas, na maioria das vezes, isso se resolve em seis meses”.
Além disso, alguns pacientes têm a impressão de que o pênis fica menor depois de realizar a cirurgia. Mas isso não é verdade. “O pênis tem vários estados, dependendo da irrigação sanguínea. Se está frio, ele fica mais retraído. Se está calor, ao contrário… O que acontece é que o homem pode perder alguns reflexos com a cirurgia, por isso tem a impressão de que o tamanho está alterado, mas não está”, afirma o médico.
Já passei por isso
João, 64 anos, realizou a operação há pouco mais de 5 anos e comemora ter saído do período de risco do tumor voltar. “Ainda faço exames de sangue periodicamente para saber se não há nenhuma alteração, mas, graças a Deus, me curei completamente”, diz ele que, na época, ficou apavorado com o diagnóstico de câncer de próstata e realizou a cirurgia.
“Depois da cirurgia, fiquei três dias no hospital e fui para casa, com uma sonda que recolhia a urina em uma bolsa, durante duas semanas. Era extremamente desagradável ficar com uma sonda na uretra. Dá muito mais aflição do que incômodo, propriamente dito”, explica ele que, nessa fase, não saía de casa e não podia fazer esforços.
Com a retirada da sonda, nem tudo foi fácil, pois ele passou a sofrer com a incontinência urinária. “Não conseguia segurar a urina. Mas eu até dava risada dessa situação, pois estar vivo e livre de um câncer era muito mais importante do que qualquer outra coisa. Por um tempo, dormia de fraldas geriátricas e, aos poucos, meu controle sobre a urina foi voltando”, lembra ele que, em nove meses, já voltara completamente ao normal.
A parte mais difícil de comentar, para João, é a sexual. “Perdi a ereção por um tempo, depois, voltei a ter. Mas não é a mesma coisa. Outro aspecto que me impressionou demais foi que, com a retirada da próstata, o tamanho do pênis parece que diminuiu, mas meu médico disse que eu não notaria mais isso quando voltasse a ter ereções. Ele tinha razão”. Após fazer uso de medicamentos que estimulam a ereção: “Hoje consigo ter uma vida sexual boa, levando em consideração que sou um homem de 64 anos”, brinca.
Ele finaliza estimulando os homens a fazerem o exame. “Falo sempre para o meu filho que, quando ele ficar mais velho, que faça o exame sem essas bobagens de preconceito. E ele ainda deve começar mais cedo, por causa da predisposição genética”, diz. “O exame é desagradável, mas necessário. Pode ter certeza que é muito menos desagradável do que ter um câncer que se espalhe pelo corpo todo por causa de um tabu sem sentido”.
VEJA A MATÉRIA :
http://estilo.ig.com.br/noticia/2009/04/05/a+vida+apos+o+cancer+de+prostata+5059987.html
2 ) Vida após cirurgia: homens com câncer de próstata têm expectativas irreais
Uma nova pesquisa descobriu que quase metade dos homens que passam por cirurgia para tratar câncer de próstata têm mais problemas de incontinência e função sexual do que esperavam.
Antes da cirurgia, alguns homens no estudo tinham esperado obter uma melhor função urinária e sexual um ano após o procedimento – uma crença errônea que os pesquisadores dizem que está fora da realidade da cirurgia de câncer de próstata.
Os médicos urologistas acharam os resultados surpreendentes. Segundo eles, qualquer intervenção feita em um paciente, seja cirúrgica ou radioterapia, nunca tornará a função da pessoa melhor do que no momento presente.
Como parte da nova pesquisa, 152 homens que removeram a próstata para tratamento de câncer preencheram um questionário antes da cirurgia. Antes, eles passaram por aconselhamentos para educá-los sobre os riscos do procedimento, que incluem disfunção erétil e incontinência.
Cerca de metade dos homens esperava que tivessem a mesma função sexual após a cirurgia, e 17% dos homens anteciparam funcionar melhor sexualmente após a cirurgia.
Um ano depois, os pesquisadores acompanharam os pacientes e descobriram que apenas 36% das expectativas dos homens para a função urinária combinava com os resultados verdadeiros, e 40% das expectativas sobre função sexual tinha a ver com a realidade.
Os cientistas explicam que os médicos não são capazes de dizer aos pacientes especificamente quão bem eles recuperarão suas funções urinárias e sexuais. Eles só podem informar as estatísticas globais, mas não as prever para uma certa pessoa.
E, em caso de dúvida, as pessoas tendem a ser esperançosas e otimistas. Expectativas irrealistas podem ser uma faca de dois gumes: por um lado, o otimismo é conhecido por ajudar as pessoas a se curar mais rápido, por outro, pode conduzir a decepção quando se ajusta a uma incapacidade a longo prazo.
Um estudo recente mostrou que, um ano após a cirurgia, apenas um em cada quatro homens recuperou sua capacidade de ter relações sexuais. Em maio, outra equipe descobriu que algum grau de incontinência era comum também, embora os homens tendam a não ficar significativamente incomodados por isso.
A incapacidade de obter uma ereção é um dos efeitos colaterais mais comuns da cirurgia de câncer de próstata, embora alguns homens sejam elegíveis para um procedimento que deixa os nervos que controlam as ereções intactos.
Os pesquisadores sugerem que uma rede de contatos com homens que passaram pela experiência e podem apoiar novos pacientes com câncer ajudaria a compreender as realidades da vida após a cirurgia.
O envolvimento dos parceiros dos pacientes também é vital para o sucesso em recuperar relações sexuais. Sexo é uma atividade para dois. O parceiro pode ser muito eficaz como parte de uma equipe íntima na recuperação dos efeitos colaterais dessa cirurgia.
Apesar das desvantagens, os cientistas acreditam que poucos homens optam por não fazer a cirurgia, mesmo se compreenderem inteiramente os potenciais riscos como a disfunção erétil, já que existem outros perigos relacionados ao câncer, razões mais fortes que levam a sua decisão final.[Reuters]
VEJA A MATÉRIA:
http://hypescience.com/vida-apos-cirurgia-homens-com-cancer-de-prostata-tem-expectativas-irreais/
3 ) Sobre sexo após cirurgia de próstata, os dados são confusos
Tara Parker-Pope
Para os homens que são submetidos a cirurgia de câncer de próstata, um dos maiores temores é de que ficarão impotentes. Infelizmente, a pesquisa que poderia ajudar a esclarecer esta questão provavelmente apenas confundirá.Tradução: George El Khouri Andolfato
Visite o site do The New York Times
VEJA MATÉRIA.
http://portaldoenvelhecimento.org.br/noticias/artigos/sobre-sexo-apos-cirurgia-de-prostata-os-dados-sao-confusos.html
A VIDA APÓS O CANCER DE PROSTATA
Um estudo notável em 2005 mostrou que um ano após a cirurgia, 97% dos pacientes conseguiram ter uma ereção adequada para relação sexual. Mas no mês passado, pesquisadores da Universidade George Washington e da Universidade de Nova York revisaram dados provisórios de seu próprio estudo, mostrando que menos da metade dos homens que passaram pela cirurgia sentiu que suas vidas sexuais voltaram ao normal em um ano.
Assim, qual dos estudos está certo? Surpreendentemente, ambos.
Os resultados dependem de várias variáveis cruciais -o tipo de paciente estudado, a vida sexual antes da cirurgia e, mais importante, as definições usadas pelos médicos para definir potência.
Dos 219 mil homens por ano que recebem diagnóstico de câncer de próstata, quase metade passa por remoção cirúrgica da glândula, segundo o Instituto Nacional do Câncer.
A maioria dos principais cirurgiões informa que uma grande maioria de seus pacientes pode conseguir ereções "adequadas para relação sexual" após a operação. (Os candidatos para cirurgia freqüentemente pesquisam pela Internet por cirurgiões que postam os melhores resultados.)
Segundo tal definição, um homem que praticou regularmente sexo após a cirurgia, um homem que conseguiu manter relação sexual apenas uma vez e um homem que teve grande dificuldade toda vez que praticou sexo seriam todos considerados histórias de sucesso.
"Tal definição é enganadora", disse o dr. Jason D. Engel, diretor do programa de cirurgia urológica robótica do Hospital da Universidade George Washington. "Não quer dizer que tenha sido uma boa relação sexual, assim como nem mesmo signifique que seu pênis tenha ficado ereto. Tal homem dirá: 'Estou impotente'. Mas aos olhos do cirurgião, tal homem teve uma ereção adequada para relação sexual."
A melhor pergunta para os homens é se poderão praticar sexo quando quiserem, com ou sem medicamentos como o Viagra. Em uma recente série de pacientes, Engel descobriu que após um ano, 47% dos homens submetidos a prostatectomia robótica foram capazes de praticar sexo regularmente.
Apesar de poder citar estatísticas para dar aos homens uma visão mais esperançosa, ele disse que isso não ajuda o paciente.
"Eu sei o que o paciente quer saber e sei do que ele tem medo", ele disse. "Eu acho que tenho pacientes bem mais felizes, porque eles conhecem a realidade."
A realidade é que se um homem será capaz de praticar sexo após uma cirurgia de próstata depende tanto do homem quanto do cirurgião. Quão boa era sua vida sexual antes do câncer? Ele conta com uma parceira que dá apoio? Ele precisava usar um medicamento para ereção antes da cirurgia?
O dr. Ash Tewari, diretor de prostatectomia robótica do New York-Presbyterian/Weill Cornell Medical Center e co-autor do estudo no "The Journal of Urology", disse que 97% dos dados de potência no relatório vieram de um grupo "seleto".
"É uma definição muito rudimentar, eu concordo", disse Tewari, que realizará cerca de 600 procedimentos neste ano, um dos totais mais prolíficos no país.
Se um paciente tem uma boa função sexual sem medicamentos para aumentar a ereção antes da cirurgia, Tewari lhe diz que ele tem cerca de 85% de chance de recuperar uma ereção firme o bastante para relação sexual, apesar de poder precisar de medicamentos para ereção e poder levar até 18 meses para o retorno de sua função.
Tudo isso depende do câncer estar em um estágio inicial, longe dos nervos e contido. "O paciente não deve esquecer o motivo pelo qual está passando por este tratamento", disse Tewari. "Mantendo tal foco em mente, é possível fazermos algo para devolver a função sexual? Sim, mas tudo depende das cartas que tivermos na mão."
Homens mais velhos ou que usavam medicamentos para ereção antes da cirurgia apresentam uma recuperação mais difícil. Após a cirurgia, os pacientes passam por uma reabilitação peniana, que envolve uso regular de medicamentos, mesmo se o homem não estiver praticando sexo. A meta é aumentar o fluxo sangüíneo no tecido danificado e promover a cura. Após a cirurgia, muitos pacientes sempre precisarão de medicamentos, injeções ou outros tratamentos para poder praticar sexo, disse o dr. Andrew McCullough, diretor dos Programas de Microcirurgia e Saúde Sexual e Infertilidade Masculina na Universidade de Nova York.
"Menos de 5% dos pacientes permanecem tão bem quanto antes da cirurgia", ele disse. "A coisa que você certamente enfrentará, independente do que as pessoas lhe digam, é disfunção erétil. Mas a boa notícia é que é algo tratável. Se você aceitar o fato que a terá, e tratar disso desde cedo, você não diminuirá o ritmo."
Uma mudança óbvia para um homem após a cirurgia é que ele não mais ejaculará fluido. Muitos homens também se queixam de mudança na qualidade de seus orgasmos. Em 2004, McCullough apresentou para Associação Urológica Americana um sumário de 230 pacientes consecutivos aos quais foi pedido que avaliassem a qualidade do orgasmo antes da cirurgia. Dois anos após a cirurgia, foi perguntado novamente a eles, e 53% dos que tinham orgasmos bons ou muito bons antes da cirurgia disseram que a qualidade piorou.
Alguns homens se queixaram do pênis ter ficado menor após a cirurgia. Os dados não são claros, mas parece ser um problema menor com a cirurgia robótica. Os resultados podem ser explicados pelos diferentes métodos de medição do comprimento do pênis em diferentes instituições médicas.
E há os afortunados que apresentam recuperações rápidas e retomam vidas sexuais normais. Um deles é Gerald Anthony, de Freeport, Long Island, um policial aposentado de 59 anos que foi operado por câncer de próstata com Tewari em dezembro. Anthony disse que sua capacidade sexual já está tão boa quanto antes e que não precisa de medicamento, apesar de concordar que o orgasmo está diferente agora.
"Eu estou feliz", ele disse. "Eu ouço uma pequena seção de trompetes, mas não ouço a orquestra inteira."
Seu caso também ilustra algo que não aparece em muitos estudos médicos.
"Ter uma esposa bonita... isso também ajuda", disse Anthony, que está casado há 19 anos. "Minha esposa é melhor do que qualquer Viagra."



7 Comentários
da prostata e nesse período tomei
somente dois comprimidos de VIAGRA,
e não obtive resultado algum, e aí
parei de tomar o mesmo, já que me
deu dor de cabeça.-
Nesse período realmente não senti
nada de positivo.-Devo continuar o
tratamento com VIAGRA ?
ZÉ COELHO
normal e depios foi na noite de ano novo sem remedio tive uma ereção normal mais depois disso nunca mais concegui nada minha esposa é uma mulher nova bonita paciente o que é mais importante o que devo fazer?
Agora vou da um tempo,para vei,como vai ficar,quando cinto vontade sai espreme,pouco mais sai,mais gozando não saio.
Fui submetido a esta cirurgia em Julho/2010 Quanto as informação sobre ereção é para realmente nos deixar perturbados,no meu caso tenho ereções com regularidade mais a qualidade é que é o problema não dá para fazer minha esposa ter um orgasmo aí minha preocupação,uso Cialis diário e o resto é paciência muito diálogo com a esposa, olha amigos quem teve um vida ativa sexual tem que estar preparado psicologicamente para esta nova fase da vida.