quarta-feira, 9 de maio de 2018

PAPA FRANCISCO : UM ASSUNTO ATUAL.





Papa prescreve ‘remédio espiritual’ para o fortalecimento da fé

papa_angelus_misericordina_3Ao final da oração mariana do Angelus realizada neste domingo (17), no Vaticano, o Papa Francisco prescreveu o remédio espiritual ‘Misericordina’ para o fortalecimento da fé, fazendo alusão à oração do Terço da Misericórdia.
“Gostaria de sugerir-vos a todos vós um medicamento – talvez alguns pensem que o Papa agora é um farmacêutico -, um medicamento especial para concretizar os frutos do Ano da Fé, que caminha para o fim: é um medicamento de 59 grãos numa corda, um medicamento espiritual chamado ‘Misericordina’. Nessa caixa contém o medicamento e alguns voluntários irão distribuí-lo enquanto vocês deixam a praça”, disse da janela do apartamento pontifício frente à Praça de São Pedro.
O ‘remédio espiritual’ foi entregue em uma caixinha contendo uma imagem de Jesus Misericordioso, um terço com 59 contas, e uma ‘bula’ com prescrições e posologia e ainda, no verso, algumas passagens do diário de Santa Faustina Kowalska, que foi quem divulgou a devoção à Divina Misericórdia.
O Ano da Fé tem seu encerramento no próximo domingo (24), quando a Igreja celebrará a solenidade de Cristo Rei do Universo, encerrando o Ano Litúrgico.
As liturgias destes últimos domingos refletem temas sobre o fim do mundo. O Evangelho do 33º Domingo do Tempo Comum trouxe a leitura de Lucas capítulo 21, versículos 5 ao 19, da qual o Santo Padre destacou a primeira parte do discurso de Jesus, em Jerusalém, sobre o fim dos tempos.

misericordina_papa_1“O Evangelho deste domingo consiste na primeira parte de um discurso de Jesus, aquele sobre o fim dos tempos. Jesus o pronunciou em Jerusalém, diante do templo (…) Aquele templo era belo. Então Jesus disse: ‘Dias virão em que, tudo o que se vê agora, não ficará pedra sobre pedra’. Naturalmente lhe perguntam: ‘Quando isso vai acontecer? Quais serão os sinais?’, mas, Jesus desvia a atenção destes aspectos secundários, para as verdadeiras questões, que são duas. A primeira: Não se deixar enganar por falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo. A segunda: viver o tempo de espera como tempo de testemunho e de perseverança. E nós estamos neste tempo de espera, a espera da vinda do Senhor”, explicou o Pontífice.
Sobre o discurso de Jesus, Papa Francisco frisou que ele é muito atual para as pessoas do século 21, quando muitos devem saber escolher e não se “deixar enganar” por falsos profetas.
“É um convite ao discernimento, virtude cristã de entender onde está o Espírito do Senhor e onde está o espírito do mal. Ainda hoje, de fato, existem falsos ‘salvadores’, que tentam substituir Jesus: líderes deste mundo, gurus, e até feiticeiros, personagens que querem atrair para si os corações e as mentes, especialmente dos jovens. Jesus nos adverte: ‘Não os sigam!’”, enfatizou Francisco.
Prosseguiu reforçando a esperança que deve animar os cristãos diante das adversidades, porque Jesus Cristo fez uma promessa que “é garantia de vitória”.
“Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida”, frisou destacando o versículo 19 do evangelho dominical.
“Quanta esperança nestas palavras! Elas são um convite à esperança e à paciência, a sermos capazes de esperar os frutos seguros da salvação, confiantes no sentido profundo da vida e da história: as provações e dificuldades fazem parte de um desígnio bem maior, pois o Senhor, o Senhor da história, conduz tudo a seu cumprimento. Apesar das desordens e das calamidades que afetam o mundo, o desígnio da bondade e misericórdia de Deus se cumprirá. Essa é a nossa esperança, andar assim, nessa estrada, no plano de Deus que se cumprirá. Essa é a nossa esperança”, disse.
Ao final, assinalou que a mensagem deste evangelho “faz refletir sobre o nosso presente e nos dá a força para enfrentá-lo, com coragem e esperança, na companhia de Nossa Senhora, que sempre caminha conosco”.



Remédio Espiritual

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