quinta-feira, 3 de maio de 2018

MERCADO


A suinocultura brasileira e as tendências mundiais

Brasil ocupa a quarta posição mundial na produção e exportação da carne suína. A taxa histórica de crescimento da produção e da exportação desta carne não tem sido elevada. Contudo, parece iniciar um novo patamar para nossas exportações


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divulgação
A suinocultura brasileira deve ser analisada considerando o crescimento da sua produção, sua colocação entre os países produtores e exportadores e também quanto ao que está ocorrendo no mercado consumidor. Obviamente, a carne suína participa das cadeias da proteína animal, concorrendo principalmente com as cadeias da carne de frangos e de bovinos pela preferência dos compradores. A carne suína ainda é a mais produzida e consumida no mundo. Contudo, a carne de frango está apresentando um crescimento mais elevado e existe previsão de que em poucos anos ela supere a carne suína em termos de volume mundial de produção.
A evolução da produção de carne suína nos principais países entre 2012 e a previsão para 2017, pode ser observada na Figura 01. A China é a maior produtora mundial, respondendo por quase a metade da produção mundial, seguida pela União Europeia (UE) dos 28 países membros, Estados Unidos (USA), Brasil, na quarta posição, e Rússia no quinto lugar. Estes cinco países apresentaram crescimento da produção no período considerado.

A Figura 02 mostra as alterações que ocorreram entre 2012 e 2016 na participação dos principais países na produção mundial. A China detinha em 2012 a metade a produção mundial, tendo caído para perto de 48% em 2016. A União Europeia, Estados Unidos, Brasil e Rússia ampliaram suas shares na produção, compensando a perda de participação da China e dos demais países. O Brasil, apesar do crescimento da sua produção, ainda está entre os países menores neste indicador, mantendo seus 3% de participação na produção mundial.
A redução de 1,5 milhão de toneladas da produção chinesa entre 2012 e 2016 foi a novidade no cenário internacional da suinocultura. A consequência deste fato foi o aumento das suas importações para atender a demanda interna, pois o aumento da população e da renda per capita geraram crescimento do consumo de carnes. A China, além de possuir o status de maior produtor e consumidor mundial de carne suína, passou a ser também o maior importador, respondendo em 2016 por espantosos 2,5 milhões de toneladas ou 29% das importações mundiais. Em 2012, importava 11% do total ou 0,7 milhão de toneladas.
A participação dos principais países importadores de carne suína pode ser observada na Figura 04. A Rússia, após muitos anos tentando aumentar a produção, está tendo êxito nas suas políticas governamentais, podendo atingir a produção de 2,9 milhões de toneladas em 2017. O crescimento da produção interna tem possibilitado a redução de suas importações, que eram perto de um milhão de toneladas em 2012, representando 16% das compras mundiais, devendo cair para 400 mil toneladas em 2017, reduzindo sua share para 5% em 2017. O Japão e Hong Kong mantiveram praticamente estável suas importações, merecendo destaque o crescimento significativo das compras do México, Coreia do Sul e Estados Unidos.
O mercado exportador também apresentou mudanças importantes. A União Europeia, após um período de estabilidade nas suas exportações, apresentou um expressivo incremento das vendas para outros países em 2016, com previsão de manter os volumes exportados também em 2017. Passou de uma exportação de 2,17 milhões de toneladas de carne suína em 2012 para 3,3 milhões de toneladas em 2016.
O Brasil, em uma menor escala, também conseguiu ocupar espaço no mercado internacional saindo de 660 mil toneladas em 2012 para cerca de 900 mil toneladas em 2016. Assim, a participação da União Europeia nas exportações mundiais passou de 30% em 2012 para 39% em 2016 enquanto a do Brasil cresceu de 9% para 10,5% no mesmo período.

Um olhar sobre o Brasil
O Brasil ocupa a quarta posição mundial na produção e exportação da carne suína. A produção e o consumo brasileiro desta carne são menores do que o da carne de frangos e de bovinos. A taxa histórica de crescimento da produção e da exportação desta carne não tem sido elevada. Contudo, o ano de 2016 parece iniciar um novo patamar para nossas exportações, que representavam em 2014 e 2015 perto de 17% da produção e pularam para mais de 24% em 2016, valor que deve se manter ou mesmo crescer em 2017.

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