domingo, 8 de abril de 2018

REVISTA VEJA : ANÁLISE DE J.R.GUZZO - PIORES MOMENTOS DE LULA.

Augusto de FrancoSeguir


PIORES MOMENTOS

A prisão de Lula acabou sendo um episódio de pequenez

Por J.R. Guzzo, Veja, 7 abr 2018, 20h28
Tudo em que Lula encosta a mão, já há muito tempo, fica estragado na hora. Neste seu momento de desgraça, quando não podia mais evitar a prisão e sua única saída era tentar manter a cabeça erguida, fez o contrário – baixou a cabeça e acabou entrando na cadeia como um homem pequeno. Teve a oportunidade plena de fazer alguma coisa mais decente. Foi ajudado pela gentileza extrema da Polícia Federal e demais autoridades encarregadas de cumprir a ordem judicial, que lhe deram todo o tempo do mundo para preparar uma apresentação às autoridades que tivesse um pouco mais de compostura. Foi tratado com uma paciência que não está à disposição de nenhum outro brasileiro. Teve o privilégio de uma “negociação” sem pé nem cabeça para se entregar, como se o cumprimento da ordem dependesse da sua concordância. Mas acabou, apenas, estragando tudo. Conseguiu tornar a sua biografia, que já está para lá de ruim, ainda pior – este capítulo da sua ida para o xadrez, condenado a doze anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, concorre, certamente, para ser um dos piores da sua triste passagem pela política brasileira.
O PT, a esquerda em geral e o próprio Lula imaginavam, talvez, uma despedida com mais cara de cinema, ou pelo menos de novela de televisão. O problema, como sempre acontece, é que esses planos bonitos exigem coragem para ser colocados em prática. E onde encontrar coragem, na hora de enfrentar a dureza? Nada de Salvador Allende e de sua heroica resistência até a morte, no Palácio de La Moneda em Santiago do Chile, onde enfrentou à bala a tropa do exército chileno que veio prendê-lo. Allende? Imaginem. O que o brasileiro viu pela televisão, durante as vinte e tantas horas de tumulto que se seguiram ao prazo concedido para o ex-presidente se apresentar à prisão, foi um homem confuso, vacilante, amedrontado, tentando pequenas espertezas – nada que lembrasse um líder em modo de “resistência”. Uma hora parecia querer uma coisa. Dali dez minutos estava querendo o contrário. Sua “trincheira” durante as horas que antecederam a prisão, o prédio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, não era uma trincheira de verdade. Entravam engradados de cerveja, sacos de carvão e carne para churrasco. E que trincheira é esta, que só resiste porque a tropa do outro lado não aparece? Lula, mais uma vez, ficou fingindo que queria briga – mas amarelou, como sempre, na hora em que teria mesmo de ir para o pau.
O único gesto do ex-presidente e o seu entorno foi aproveitar a moleza da polícia encarregada de prendê-lo para dar a impressão de que ele se “recusava” a ser preso. Não se recusava coisa nenhuma – só ficou entocado dentro do prédio porque a Polícia Federal não foi buscá-lo. Que valentia existe nisso? O que houve de verdade, na vida real, foi o arrasta-pé de um político assustado, sem ação e obcecado com a própria pele, escondendo-se atrás da moita para ver se a confusão passa e ele pode sair ao céu aberto. As últimas horas que Lula passou em seu esconderijo, antes de tomar o avião que enfim o levou já preso para Curitiba, deixaram claro, também, que nem ele e nem toda a estrutura do seu partido tinham a menor noção do que estavam fazendo. Não tinham um plano, A, B ou C. Não tinham uma única ideia a respeito do que fazer. Não tinham nada. Até a última hora, na verdade, não imaginavam que fosse expedida, realmente, uma ordem de prisão contra ele; não conseguiam acreditar, simplesmente, no que estava acontecendo. Lula e o PT contavam, isto sim, com os escritórios de advocacia milionários que iriam salvá-lo no STF. Contavam com um Marco Aurélio, Lewandovski ou Gilmar Mendes para dar um golpe de última hora no tapetão. Contavam com qualquer coisa – menos a ordem de prisão que acabou por levá-lo ao xadrez da Laja Jato. Na hora que a realidade teve de ser encarada, entraram em parafuso.
O final desta comédia foi uma tristeza. Durante um dia inteiro, e a maior parte do dia seguinte, um bolinho de gente ficou em volta do sindicato — era o apoio popular que foi possível juntar. Às vezes, nas imagens aéreas da televisão, parecia uma concentração mais encorpada. Mas assim que o helicóptero se afastava um pouco ficava claro que a mobilização do povo brasileiro para defender Lula era só aquele bolinho mesmo – em Mauá, por exemplo, a quinze minutos dali, não havia um único manifestante à vista. Nem em Santo André, ou São Caetano, ou no resto do Brasil. A população estava trabalhando. No carro de som, falando para si próprios, sucediam-se dinossauros velhos e novos, de Luisa Erundina a Manoela D’Ávila, gritando coisas desconexas. Ninguém, ali, tinha qualquer relação com o mundo do trabalho. Nem na plateia, formada por sindicalistas, desocupados ou professores que faltaram ao serviço, com a coragem de quem não pode ser demitido do emprego. Dentro do prédio Lula limitou-se a não resolver nada, cercado por um cardume de puxa-sacos e mediocridades. Não havia, na hora máxima, ninguém de valor, mérito ou boa reputação em torno dele – só os serviçais de sempre, gente que sabe gritar, sacudir bandeira vermelha e atrapalhar o trânsito, mas não é capaz de ter uma única ideia ou fazer uma sugestão que preste. Como o nosso grande líder de massas pode acabar cercado, numa hora dessas, por figuras como Gleisi Hoffman e Eduardo Suplicy? Muita coisa, positivamente, deu muito errado.
O heroísmo da “resistência” de Lula acabou limitado à agressão de um infeliz que despertou a ira dos “militantes” e foi surrado até acabar no hospital com traumatismo craniano. Ou à depredação no prédio da ministra Carmen Lucia em Belo Horizonte, mais pixações aqui e ali. Quanto ao próprio Lula, o que deu para verificar é que a soma total de suas ações no momento de ir para a cadeia resumiu-se a empurrar as coisas com a barriga até a hora de entregar os pontos — depois de fingir que “não estava conseguindo” se render por causa de um tumulto barato encenado pela turma que cercava o sindicato. Esperou escurecer para não ser preso à noite, no dia seguinte inventou uma espécie de missa, um discurso que não acabava mais, um almoço “com parentes” e, por fim, armou a farsa do tal bloqueio dos portões de saída por parte dos seus “apoiadores”, o que o “impediria” de se entregar. Chegou ao limite extremo da irresponsabilidade, mais uma vez – e só quando não deu para continuar fazendo a polícia de idiota, como fez durante dois dias seguidos, embarcou no camburão da PF, e depois, no avião rumo à Curitiba. No tal discurso, com frases mal copiadas de Martin Luther King, chegou a dizer que é a favor – isso mesmo, a favor – da Lava Jato, depois de passar os últimos dois anos fazendo os ataques mais enfurecidos contra a operação anti-corrupção. Agora, na hora de ir para a cadeia, diz que é contra a roubalheira, e que só está preso por causa “da imprensa” – o que, além de falso, é mais uma demonstração de que está cuspindo no prato no qual tem comido há anos. Afirmou, enfim, que estava indo para a “prisão deles”. Mentira. Não é prisão deles. É do Brasil inteiro e do sistema legal que ainda existe por aqui.
A história está cheia de políticos que crescem com a própria prisão. Não foi o caso de Lula






Santa Cândida, Curitiba: chegada de Lula ao bairro onde fica a PF divide os novos 'vizinhos' do petista

André Shalders (@shaldim) e Camilla Costa (@_camillacosta) - Da BBC Brasil em Curitiba
Da BBC Brasil em Curitiba

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  • Nathan Lopes
    Bairro onde Lula está preso abriga manifestações contra e a favor do ex-presidente
    Bairro onde Lula está preso abriga manifestações contra e a favor do ex-presidente
A área em torno da Polícia Federal do Paraná, no bairro de Santa Cândida, em Curitiba, está dividida ao meio por um cordão de isolamento da Polícia Militar paranaense desde o começo da tarde de sábado: um lado para os apoiadores do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e outro para seus opositores.
Do lado "verde-e-amarelo", um homem anunciava com um megafone que Lula tinha deixado o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), por volta das 18h40 de sábado. "Aqui na 'república de Curitiba' é onde a caravana dele termina, e onde começa o cumprimento da pena!"
Enquanto isso, na área "vermelha", localizada logo do outro lado da rua, os apoiadores do ex-presidente dirigiam-se aos manifestantes rivais com uma provocação: "Bate panela, pode bater! Quem tira o povo da miséria é o PT!".
Era só o começo da tensão, que foi subindo até a chegada do petista à capital paranaense, por volta das 22h. Assim que o helicóptero pousou no prédio onde Lula iniciaria sua sentença, homens da PF dispersaram um grupo de cerca de 400 apoiadores do ex-presidente com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha.
Desde então, os ânimos se acalmaram. Mas a paz não deve voltar tão cedo ao antes pacato bairro de Santa Cândida, que fica afastado do centro de Curitiba, em um morro.
O motivo é que, a alguns metros da PF, militantes pró-Lula montaram um acampamento e dizem não ter prazo para sair do local. O acampamento ocupa duas ruas inteiras e conta até com um "information center" (centro de informação, em inglês), para esclarecer dúvidas de eventuais visitantes estrangeiros.
"Nesse momento, estamos morando aqui", disse à BBC Brasil o deputado federal Décio Lima (PT-SC). Segundo os organizadores do acampamento, ônibus de militantes já estão à caminho de Santa Cândida e devem encorpar o movimento.

Um bairro polarizado

Na última sexta-feira, Lula vivia um impasse entre se entregar ou resistir - o juiz federal Sérgio Moro havia determinado que o ex-presidente se entregasse em Curitiba até às 17h daquele dia.
Enquanto isso, a rua em frente à casa do administrador de empresas Fabiano Cláudio Mocelim, de 41 anos, era ocupada por uma manifestação de apoio à Operação Lava-Jato. Assim, Mocelim se sentiu à vontade para pendurar uma bandeira do Brasil na sacada.
Mas no sábado, dia em que Lula chegou ao bairro de Santa Cândida, a situação de Mocelin se inverteu. Na separação feita pela Secretaria de Segurança Pública do Paraná, a casa do administrador ficou do lado "errado" da barreira policial: o imóvel de dois andares, a poucos metros da PF, está na parte da rua reservada aos apoiadores de Lula.
Mesmo assim ele manteve a flâmula verde e amarela. "Minha intenção era manter, mesmo que alguém reclamasse, mas até que foi tranquilo. Eles passaram olhando, mas ninguém falou nada."
E como é se tornar "vizinho" de Lula? "Espero que ele chegue logo", disse o curitibano na tarde deste sábado, antes que o helicóptero com o petista aterrissasse no prédio da PF. "Não só ele, mas todos os envolvidos em corrupção. Espero que ele (Lula), mas também o (senador) Aécio Neves (PSDB-MG), todos se reúnam aqui na carceragem", diz Mocelin.
A posição de Mocelin não é unanimidade no Santa Cândida. Ali, há também quem apoie Lula. Entre eles, o estudante de Direito Caio Wendeler, de 20 anos, que não esconde a admiração pelo ex-presidente Lula.
Wendeler mora no quarteirão ao lado da Polícia Federal. E se entristece por ter ganhado o novo e ilustre vizinho. "É uma tristeza. Ontem eu vi as coisas, fiquei até emocionado. É algo que me deixa triste, mas eu ainda acredito na Justiça, só não nessa justiça que tem viés político". Mas Wendeler acredita que a permanência de Lula em seu bairro será curta.
"Se o Lula estivesse apto a ser votado, com certeza eu votaria (nele). Foi um presidente que olhou para as minorias, para as pessoas das classes mais baixas. Ajudou o Brasil a crescer. E agora está passando por toda essa questão política", defende Wendeler. O estudante Wendeler explica que só não votou no petista em 2002 e 2006 (as eleições que Lula concorreu e venceu) porque ainda não tinha idade para ir às urnas.
Em Santa Cândida, Lula pode esperar um bairro "calmo" e "frio", segundo a aposentada Marlene dos Passos de Santana, de 69 anos, que mora na rua do prédio da PF. "Ele é que vai ser meu vizinho, não o contrário!", exclama, quando perguntada sobre a chegada do ex-presidente.
Marlene e seu marido, Cenivaldo, de 64 anos, são ex-eleitores de Lula, e se dizem tristes com a condenação do líder petista. "As pessoas que eu admiro são Requião aqui, Lula e Dilma. Mas admiro como pessoa, não fazendo coisa errada", disse Marlene à reportagem da BBC Brasil.
"Eu, que sempre votei, decidi que esse ano eu não voto (em ninguém). Se vou pagar uma multa, se não vou, não importa. Eu fiquei muito decepcionada."
Já o filho do casal, Francisco Luiz, de 37 anos, é anti-Lula e diz estar contente com os rumos da Lava Jato. "Eu não posso dizer porque não vi nada, mas se ele fez isso mesmo, tem mais é que pagar."

Promoção em brechó e massagem na mulher de Cerveró

Nem só de manifestações políticas vive o Santa Cândida. Há quem tenha visto oportunidades de negócio na vizinhança inesperada trazida pela Lava-Jato.
Na rua que dá para o portão principal da Superintendência da Polícia Federal, a comerciante Mari de Aguiar, de 58 anos, aproveitou as manifestações para fazer promoções no seu brechó.
"Queria que Lula nem viesse, que ficasse como está, esse pessoal aí esperando (o ex-presidente chegar). Para mim, está ótimo", brincou na tarde de sábado, antes da chegada do petista, comemorando a quantidade de potenciais clientes em frente ao estabelecimento. Naquele dia, seu faturamento com roupas e sapatos usados aumentou.
Já o dia anterior - quando se esgotou o prazo para que o ex-presidente se entregasse, e o público no local era principalmente de manifestantes anti-Lula - não rendeu tantos clientes para o brechó.
O brechó, no entanto, é apenas uma das maneiras com as quais a família de Mari faturou com a movimentação em torno dos presos da Lava Jato.
Em uma sala simples nos fundos da casa onde fica o brechó, seu marido Ivo Stadler, de 69 anos, oferece massagens com hora marcada. Uma de suas clientes assíduas era Patricia Cerveró, a mulher de Nestor Cerveró. O ex-diretor da Petrobras foi preso em janeiro de 2015 e saiu da carceragem de Curitiba, com uma tornozeleira eletrônica, em junho de 2016, após acordo com o Ministério Público Federal.
"Ela já marcava de Brasília mesmo. Vinha a cada 15 dias, mas não falava nada sobre como era lá dentro (da carceragem da PF)", disse Mari à BBC Brasil.

Confusão na chegada de Lula

O clima no Santa Cândida pesou no sábado, quando Lula chegou à PF do Paraná.
Gás lacrimogêneo, ovos e latas vazias de cerveja foram o resumo da noite de Carlos Roberto Santos, de 54 anos. Morador de uma casa de dois andares em frente à Superintendência da PF, Carlos assistiu quando a polícia decidiu dispersar a multidão com bombas de efeito moral. "O pessoal (manifestantes) desceu aqui e quase invadiu a minha casa", diz ele.
Na confusão, um dos filhos de Carlos foi atingido por uma lata de cerveja que entrou pela janela do quarto.
A professora Eliane Murmel, de 53 anos, estava no telhado de sua casa filmando a chegada do helicóptero com o ex-presidente quando a confusão começou. Uma das bombas estourou perto do lugar onde estava seu marido, e ela própria teve dificuldades de descer do telhado por conta do gás lacrimogêneo.
"Quando teve o depoimento (de Lula ao juiz Sérgio Moro, em maio de 2017), eles (a polícia) fecharam várias ruas por aqui. Os moradores tiveram que usar credencial para chegar em casa. (Ontem) deveriam ter isolado a rua mais cedo. Os manifestantes estavam muito perto (da entrada do prédio)", critica Eliane, para quem houve falta de planejamento policial.
A confusão começou depois que o juiz substituto Ernani Mendes Silva Filho, da Justiça Federal do Paraná concedeu liminar à Polícia Federal, no final da tarde do sábado, estabelecendo um perímetro de segurança livre de manifestantes de cerca de uma quadra e meia ao redor do prédio.
A esta altura, porém, o acampamento de manifestantes pró-Lula já se organizava na entrada da Superintendência da PF.
Quando o helicóptero trazendo o ex-presidente chegou, por volta das 22h, grupos pró e anti-Lula soltavam fogos e rojões. Eles estavam separados pela Polícia Militar.
Do lado dos manifestantes pró-Lula, no entanto, a explosão de duas bombas teria dado início a uma ação de dispersão da polícia, que feriu levemente oito pessoas, incluindo três crianças e um policial, de acordo com a Polícia Militar.
Minutos depois da ação, o ex-deputado federal Dr. Rosinha, presidente do PT Paraná, disse à imprensa que estava dentro do prédio da PF com representantes dos movimentos contra Lula assinando um acordo em que ambos os grupos se comprometiam a obedecer a liminar da Justiça e protestar depois do perímetro estabelecido.
"Tinhamos nos comprometido a sair daqui quando o Lula chegasse. Mas aí a Polícia Federal começou a atirar. Mas só atirou do nosso lado. Quero que eles esclareçam o porquê disso", afirmou.
O tenente-coronel Mário Henrique do Carmo, comandante do 20º Batalhão da Polícia Militar, confirmou que o acordo estava sendo assinado e a Polícia Federal agiu para dispersar os manifestantes. "Houve duas explosões no chão, no meio dos manifestantes e como efeito dessa explosão, eles avançaram no portal da PF que, por sua vez, repeliu. Mas eu não creio que houve tentativa deliberada de invasão", explicou Carmo.
"No início, os dois movimentos (pró e anti-Lula) estavam se manifestando em paz e dentro da legalidade. Com a chegada do helicóptero, os ânimos foram acirrados. Ninguém sabe por que essas duas bombas explodiram."
Questionada, a Polícia Federal não se manifestou sobre o ocorrido até a publicação desta reportagem.


CONVERSAS   DURANTE  O VOO : 

FAB CONFIRMA QUE ÁUDIOS OFENSIVOS  A  LULA  DURANTE  VOO SÃO REAIS !


Daniel Weterman Em Curitiba 08/04/2018
 Veja mais em: 


FAB confirma veracidade de áudio em voo de Lula; ouça aqui

Na noite de sábado, entre o trajeto São Paulo e Curitiba, vozes pediram ao piloto: "leva e não traz nunca mais"; "manda esse lixo janela abaixo"

São Paulo – A comunicação do voo que levou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de Congonhas, em São Paulo, para o aeroporto Afonso Pena, em Curitiba, foi interrompida por vozes não identificadas que pediam ao piloto do avião: “leva e não traz nunca mais”; “manda esse lixo janela abaixo”. Os comentários que xingavam o petista foram vazados e circularam neste domingo, 8, nas redes sociais.
A Força Aérea Brasileira (FAB) confirmou, pelo Twitter, que os áudios são verdadeiros e foram captados entre a Torre Congonhas, em São Paulo, e a Torre Bacacheri, em Curitiba. No entanto, a instituição informou que as vozes não são de controladores de voo.
A FAB ressaltou que a frequência utilizada para essas comunicações é aberta. Segundo a Força Aérea, as regras de tráfego orientam os usuários a se identificarem, o que não ocorreu nesse caso.
“Lamentavelmente, na gravação em questão, a frequência foi utilizada de modo inadequado por alguns usuários que se valeram do anonimato para contrariar essas regras”, comunicou a nota.
Lula foi levado em um monomotor Cessna Caravan para o Paraná, onde cumpre pena na Superintendência da Polícia Federal por corrupção e lavagem de dinheiro.

Ouça o áudio:

 


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