domingo, 15 de abril de 2018

BUDISMO


Budismo  Espiritualidade

Termo budista: seja senhor da sua mente


Eu Sem Fronteiras
Escrito por Eu Sem Fronteiras
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“Nossa vida é una com o Buda eterno. O Buda nada mais é que a nossa própria vida. Quando temos essa grande confiança, jamais ficamos em um impasse. Avançamos ilimitadamente, superando todos os sofrimentos, todas as tristezas e toda a inércia. […] Não há nada em nossa vida que não mudamos radicalmente para melhor” – Daisaku Ikeda.
A expressão “seja senhor da sua mente” foi elucidada pelo buda Nitiren Daishonin aos seus discípulos no século 13, que questionavam se o budismo de fato era a salvação deles.
Ele disse: “O Sutra afirma que se deve tornar senhor da sua mente em vez de permitir à sua mente dominá-lo”.
Assim, seus discípulos determinaram jamais serem derrotados pelas próprias fraquezas. Trazendo essa questão para os dias atuais, nossas fraquezas internas como desânimo, raiva, tristeza, inveja e toda sorte de sentimentos negativos que atrasam a própria vida e produz somente negatividade, elas moram “em nossa mente”.
Tudo parte de nós e retorna para nós, e nossa mente é a “caixa” que armazena e produz pensamentos, palavras e ações boas ou não.
O filósofo Ikeda salienta: “A mente humana é sutil. Muda de acordo com o momento e em resposta a várias circunstâncias. Se fizermos da nossa mente, que está sempre mudando, a nossa mestra, será difícil seguir um caminho de avanço seguro e contínuo. Em vez disso, devemos nos basear na Lei. Devemos fazer da Lei nossa mestra e tomar como parâmetro e exemplo um praticante correto da Lei. O caminho para manifestar o estado de Buda existe na atitude de buscar a Lei com um único e sincero desejo, e em ‘desejar ver o Buda’ com essa mesma pureza e seriedade”.
A resposta para uma vida repleta de controle da própria mente começa com a oração (ou meditação). Dessa maneira, após o primeiro passo dado, ações são necessárias para que esse objetivo seja concretizado dia após dia:
Objetivo: Faça listas de objetivos e tarefas que devem ser feitas a curto, médio e longo prazo. Ao acordar até dormir, seja fiel aos seus objetivos. Não perca o foco. Sempre que possível – de preferência uma vez por dia – leia seus objetivos. Sua mente vai reafirmá-los e você estará sempre em ação;
Ação: Lembre-se que ações concretas levam a realização dos objetivos. Se você quer comprar um carro novo, necessitará juntar dinheiro, poupar gastos e talvez vender o antigo, por exemplo. Não se trata de milagres ou surpresas. Você deve agir de acordo com seus princípios e crenças;
Otimismo: Acredite que você possui o poder para mudar toda sua realidade. Você possui um valor inestimável para si e aos outros. Lembre-se sempre disso. “Otimismo com pés no chão” faz enxergar a realidade e a oportunidade de sempre mudar para melhor;
Foco: Daniel Goleman é psicólogo e doutor pela Universidade Harvard. Ele afirma em seu livro “Foco” que quando a nossa mente está em um estado ideal, aquele estado em que você se sente útil e preparado, conseguimos fazer as coisas dando o nosso melhor:
“Esse estado ideal do cérebro para realizar bem um trabalho é marcado pela harmonia neural — uma interconexão rica de diversas áreas do cérebro. Nesse estado, os circuitos necessários para a tarefa em questão estão altamente ativos enquanto os irrelevantes se mantêm inativos, com o cérebro precisamente direcionado às exigências do momento. Quando nossos cérebros estão nessa zona ideal, nos entregamos, desempenhando da melhor maneira possível qualquer que seja nosso objetivo” (Revista Mente e Cérebro, mar. 2014, p. 54).
O budismo ensina que ao reconhecermos o valor de nossas vidas, da natureza e da vida das pessoas, conseguimos vencer as barreiras da mente e do coração, eliminando dia após dia pensamentos e sentimentos negativos. Trata-se de um trabalho diário e preciso. O indivíduo que se preza a esses esforços será sempre um senhor da própria mente, delineando seus caminhos com base na felicidade individual e coletiva.
“A mente humana é sutil. Muda de acordo com o momento e em resposta a várias circunstâncias. Se fizermos da nossa mente, que está sempre mudando, a nossa mestra, será difícil seguir um caminho de avanço seguro e contínuo. Em vez disso, devemos nos basear na Lei [orar/meditar]. Devemos fazer da Lei nossa mestra e tomar como parâmetro e exemplo um praticante correto da Lei. O caminho para manifestar a iluminação individual existe na atitude de buscar a Lei com um único e sincero desejo, e tornar-se senhor de sua mente” – Daisaku Ikeda.

Texto escrito por Bruno Melo da Equipe Eu Sem Fronteiras.

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