quinta-feira, 24 de março de 2016

ESTUDO : BRASIL DESCENDO A LADEIRA : QUEDA DE RENDA





Brasil volta a concentrar renda após década de avanços

Marlene Bergamo/Folhapress
COTIDIANO - 22/07/2015 - Uma especie de favelinha esta se formando dentro de um antigo Cingapura, o local se chama Conjunto Habitacional Nova Jaguaré 2, na Marginal Pinheiros. Ao lado existe uma favela enorme, sem saneamento basico, esqueletos de obras inacabadas que deveriam ser destinadas a moradia popular, e outros ja prontos, onde vivem ex moradores dessa favela. - Foto Marlene Bergamo/ Folhapress - 0717
Favela dentro de conjunto habitacional no Jaguaré, zona oeste de São Paulo


A recessão e as crises política e fiscal do ano passado levaram o Brasil a registrar pela primeira vez desde 1992 a combinação de queda na renda com o aumento da sua desigualdade.
O resultado marca o fim de um período de 14 anos consecutivos de melhora na equidade social brasileira, uma das grandes marcas dos governos do PT.
Em mais de duas décadas, desde o início da série da chamada Nova Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) em 1992, nunca renda e desigualdade pioraram juntas no país.
Nas crises de 1999 e 2003, por exemplo, embora a renda dos brasileiros tenha registrado recuos expressivos, a desigualdade não cresceu.
Editoria de Arte/Folhapress
Melhora na renda e equidade social chegam ao fim - Canzian
Melhora na renda e equidade social chegam ao fim
No intervalo entre essas crises, quando a desigualdade cresceu, a renda registrou pequenas altas.
A grande "virada" negativa ocorreu no último trimestre de 2015.
Desemprego, inflação, queda nos rendimentos e a crise fiscal (que compromete o financiamento de programas sociais) tendem a acentuar daqui em diante esse quadro de deterioração.
"É um fenômeno que estava latente mas aparece de forma explosiva subtraindo trabalho, que tem sido a base do progresso brasileiro, sugerindo nova direção para o futuro", afirma Marcelo Neri, diretor do FGV Social, da FGV-Rio, e ex-ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Especiais da Presidência no governo Dilma Rousseff.
O economista diz que até 2014 o país apresentava "surpreendentes" aumento na renda e melhora na desigualdade, apesar de todos os problemas macroeconômicos.
"É como se o brasileiro tivesse agido como um ´Indiana Jones´ em meio a todas as adversidades, saltando de empregos formais perdidos para bicos ou para novos negócios", diz. "Mas isso chegou ao limite."
Levando em conta a interação entre os comportamentos adversos da renda e sua distribuição, Neri calcula em -3,75% a queda do bem-estar geral da nação em 2015.
Este índice sintetiza os dois lados do crescimento inclusivo, conferindo mais peso a quem ganha menos, valorizando também a maior proximidade das condições de vida entre brasileiros.
Em 2015, a renda do trabalho per capita caiu expressivos -3,2%. Já a renda total recuou menos (-2,2%) por incluir especialmente benefícios previdenciários, reajustados além da inflação.
Com a crise fiscal atual e a necessidade de um forte ajuste, a tendência da renda total é de quedas maiores. No ano passado, por exemplo, o Bolsa Família não foi reajustado.


TUNEL DO TEMPO : O BRASIL QUE DAVA CERTO !!

 UM ARTIGO ESCRITO EM 07  DE OUTUBRO DE 2.012 

Eleições, HORA DE MUDAR, que diferença. . .





O Brasil vem mudando dia a dia. Não gastei 5 minutos entre estacionar o carro na escola em que deveria votar e voltar para casa. Uma tranquilidade total.
Muitos não se darão conta que essa tranquilidade vem sendo construída há muitos anos e que só estão percebendo o resultado de vários ciclos de mudanças.
Tenho na memória alguns momentos históricos importantes para que nos ajudassem a chegarmos a essa tranquilidade.
1964 ano que os militares a sua maneira começaram a desenhar o Brasil Grande a procura de mudanças e modernidade e implantaram uma ditadura que duraria até 1985.
1968 foi o ano que não terminou, segundo o jornalista Zuenir Ventura, autor de livro clássico a respeito e a ditadura militar instalada no país em 1964 tirou a máscara e se assumiu como tal com toda a sua brutalidade.
1985 fim da ditadura militar com a saída de cena do último presidente general – João Figueiredo, aquele que dissera preferir cheiro de cavalo a cheiro de povo. Eleito Tancredo Neves, ainda pelos deputados federais, morreu em 21 de abril de 1985 sem ter tomado posse. Havia sido operado sete vezes por causa de um tumor. Assumiu José Sarney que era seu vice.
1989 o ano da retomada dos sonhos e da utopia da construção de um país democrático e menos desigual.
O muro de Berlim finalmente caiu, e com isso veio o fim da União Soviética e do comunismo; da morte de três mil manifestantes na Praça Celestial da Paz, em Pequim; do Prêmio Nobel da Paz concedido ao Dalai Lama; e da posse na presidência dos Estados Unidos do primeiro George Bush.
Mas o fato mais relevante para os brasileiros foi à primeira eleição pelo voto direto do presidente da República. A última eleição direta para presidente ocorrera em 1960 quando foi eleito Jânio Quadros que governou menos de sete meses. Renunciou para tentar voltar como ditador nos braços do povo. Deu errado. A eleição de Janio já era uma tentativa de nos afirmarmos como nação forte e o lema era “Hora de Mudar”.
A eleição para presidente de 1989 foi disputada por nada menos que 22 candidatos – entre eles, Fernando Collor, Lula, Leonel Brizola, Mário Covas, Paulo Maluf, Ulysses Guimarães, Aureliano Chavez, Guilherme Afif Domingos, Roberto Freire, Enéas e Fernando Gabeira. Alguns ainda disputam eleições (em negrito) outros já morreram.
Faz 23 anos e que diferença. . .
Os principais personagens dessa eleição eram o Sarney, o Lula e o Collor.
Para Lula e Collor era “HORA DE MUDAR” tudo e o Sarney foi o alvo preferencial deles. Lula e Collor se enfrentaram no segundo turno. Collor venceu.
1992 Collor renuncia o cargo de presidente, pressionado pelos “caras pintadas”. Itamar Franco seu vice assumiu a presidência para entregar o poder em 1995 a Fernando Henrique Cardoso. Itamar e seu ministro Fernando Henrique Cardoso implantaram o real acabando com a inflação galopante. FHC modernizaria o estado brasileiro e inserindo o país no mundo.
Em 2003 assume o Lula, que continua a obra do anterior e inserindo toda uma população afastada do consumo para uma nova realidade.
Finalmente em 2010, pela primeira vez na Republica uma mulher assume a presidência, Dilma Rousseff.
1964, 1968, 1985, 1989, 1992, 1995, 2003, 2010 e quantas mudanças.
Hoje somos um Brasil diferente, as eleições são calmas, ordeiras e civilizadas. Temos um Supremo Tribunal Federal independente e julgando a todos.
Mas não podemos achar que o jogo está ganho, ainda temos muito a realizar afinal sempre é HORA DE MUDAR para avançarmos ainda mais.
FIQUE DE OLHO.

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