domingo, 20 de março de 2016

A PALAVRA DOS PASTORES E LÍDERES DAS IGREJAS !!

  1. Não há dúvida que estamos vivendo dias que fogem à normalidade na história de nossa nação. Não há como ficar indiferente ao espetáculo lamentável que se desenrola nos palácios e gabinetes dos governantes eleitos pelo povo. Não ouso chamá-los de representantes do povo porque eles representam a si mesmos e a interesses que, na grande maioria dos casos, passa longe de serem os interesses do povo  ( que às vezes são beneficiados no meio do caminho).  Utilizando uma fórmula que já virou bordão de mau gosto, nunca antes na história deste país tivemos um presidente que não preside, e tudo que faz dá errado, numa absoluta prova de, com muita boa vontade, incompetência [já comprovada] e até envolvimento em crimes [obstrução da justiça, crimes fiscais e eleitorais], se não for coisa pior; um ex-presidente que preside mas que tenta se esconder num cargo para não ser preso por  robustos indícios de diversos crimes, que vão desde favorecimento a empresas, enriquecimento ilícito, ocultação de patrimônio e obstrução da justiça - corroborados por gravações telefônicas autorizadas pela justiça federal; presidentes da câmara e do senado envolvidos em uma série de escândalos, um deles já indiciado mas ambos alvos de delações criminais.Sim, vivemos dias de convulsão social - milhões enfrentam pacificamente poucos milhares [não tão pacíficos assim] nas ruas, os gritos de impeachment, renúncia e #foradilma, #forapt e #foralula se avolumam e ecoam pela nação. Por outro lado os milhares de peões [nas palavras do líder supremo] gritam que não haverá golpe em troca de lanche [sim, foram milhões, cerca de 12 vezes mais em contraste contra milhares]. Sim, vivemos dias de convulsão econômica. O país está em crise econômica, com impostos escorchantes e com viés de aumento, em franca recessão há três anos e sem perspectiva de melhora a curto prazo, e a percepção é que, da forma que está sendo governado, a situação venha a piorar ainda mais, especialmente se o ex-presidente passar a governar efetivamente em nome da sua preposta. De fato  vivemos dias em que aqueles que deveriam zelar pelo bom andamento da coisa pública, até porque são eleitos e pagos para isso, se revoltam muito mais com a divulgação de malfeitos do que, propriamente, com os mal feitos divulgados, invertendo totalmente os valores.Este ano teremos eleições - e os mesmos atores tentarão representar os mesmos papéis, alguns com máscaras novas, mas todos se apresentando como mais honestos [ou, como já virou praxe entre as esquerdas - não tão honestos assim, como todos os outros, mas, pelo menos, preocupados com o social]. Prefeitos e vereadores serão eleitos com vistas ao apoio a deputados, governadores e senadores daqui a dois anos. O que será plantado este ano será colhido por anos. Prefeitos e vereadores se tornarão cabos eleitorais daqueles que irão para Brasília nos próximos 4 ou 8 anos. Sei que este espaço no boletim deve ser usado para edificação do povo de Deus, e é para isto que ele está sendo usado. Neste contexto em que estamos inseridos, somos cidadãos brasileiros, embora a nossa pátria final não seja aqui, esteja nos céus. Mas, como peregrinos que somos, temos que obedecer as leis, viver piedosamente e anunciar o reino. O que fazer num momento de convulsão como este que vivemos.Alguns defendem o comodismo, como se a submissão às autoridades nos tirassem o direito de, legalmente, contestá-las. E as leis de nosso país nos dão o direito de contestá-las, caso estejam equivocadas. O que o cristão deve fazer?O exemplo nos foi dado por homens de Deus, como Moisés, que enfrentou Faraó a mando de Deus. Elias e Eliseu, que não se calaram mesmo quando achavam que estavam sozinhos. João, o batista, que literalmente perdeu a cabeça por anunciar o julgamento de Deus sobre governantes ímpios. Lutero, Zwínglio e Calvino também caminharam nesta mesma senda e anunciavam o dever do povo de Deus se humilhar perante Deus, não perante a impiedade, orar, buscá-lo, convertendo-se de seus maus caminhos para que o Senhor lhes ouça a oração, lhes perdoe os pecados, e lhes sare a terra.O governante é ímpio? Ore a Deus por ele, para que se arrependa, como aconteceu com Manassés, ou para que caia, como como Acaz e Herodes. Mas não se omita - ore a Deus, sem, entretanto, deixar de reprovar as suas obras más. Não tem, o cristão, o direito de apoiar governantes ímpios, porque isto é compactuar com as obras infrutíferas das trevas, e elas devem ser reprovadas.
       2.    Postado em :  http://marthonmendes.blogspot.com.br/

Igreja \ Igreja no Brasil



CNBB divulga nota sobre o momento atual do Brasil



Conferência Nacional dos Bispos do Brasil - RV

11/03/2016 17:13


Brasília (RV) - A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nesta quinta-feira, 10, durante coletiva de imprensa, uma nota sobre o momento atual do Brasil aprovada pelo Conselho Permanente, reunido de 8 a 10 deste mês, na sede da Conferência, em Brasília.
Na nota, a CNBB manifestou preocupações diante do momento atual vivido pelo país. "Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade".
Ainda no texto, a Conferência recordou a necessidade de buscar, sempre, o exercício do diálogo e do respeito. "Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno", declara em nota.
Confira a íntegra do texto:
NOTA DA CNBB SOBRE O MOMENTO ATUAL DO BRASIL
“O fruto da justiça é semeado na paz, para aqueles que promovem a paz” (Tg 3,18)
Nós, bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil–CNBB, reunidos em Brasília-DF, nos dias 8 a 10 de março de 2016, manifestamos preocupações diante do grave momento pelo qual passa o país e, por isso, queremos dizer uma palavra de discernimento. Como afirma o Papa Francisco, “ninguém pode exigir de nós que releguemos a religião a uma intimidade secreta das pessoas, sem qualquer influência na vida social e nacional, sem nos preocupar com a saúde das instituições da sociedade civil, sem nos pronunciar sobre os acontecimentos que interessam aos cidadãos” (EG, 183).
Vivemos uma profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade. A busca de respostas pede discernimento, com serenidade e responsabilidade. Importante se faz reafirmar que qualquer solução que atenda à lógica do mercado e aos interesses partidários antes que às necessidades do povo, especialmente dos mais pobres, nega a ética e se desvia do caminho da justiça.
A superação da crise passa pela recusa sistemática de toda e qualquer corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo que resulte num compromisso entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. É inadmissível alimentar a crise econômica com a atual crise política. O Congresso Nacional e os partidos políticos têm o dever ético de favorecer e fortificar a governabilidade.
As suspeitas de corrupção devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional. Reconhecemos a importância das investigações e seus desdobramentos. Também as instituições formadoras de opinião da sociedade têm papel importante na retomada do desenvolvimento, da justiça e da paz social.
O momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício do diálogo à exaustão. As manifestações populares são um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo Estado. Devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito.
Conclamamos a todos que zelem pela paz em suas atividades e em seus pronunciamentos. Cada pessoa é convocada a buscar soluções para as dificuldades que enfrentamos. Somos chamados ao diálogo para construir um país justo e fraterno.
Inspirem-nos, nesta hora, as palavras do Apóstolo Paulo: “trabalhai no vosso aperfeiçoamento, encorajai-vos, tende o mesmo sentir e pensar, vivei em paz, e o Deus do amor e da paz estará convosco” (2 Cor 13,11).
Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, continue intercedendo pela nossa nação!
Brasília, 10 de março de 2016.




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DECLARAÇÃO EM FAVOR DA DEMOCRACIA E DO ESTADO DE DIREITO
Nas últimas duas semanas, temos acompanhado acontecimentos políticos que provocam a necessidade de profundas reflexões sobre o atual momento do Brasil. É positivo que as pessoas acompanhem e se posicionem sobre os diferentes fatos e possibilidades que envolvem a política e a economia do país. Igualmente importantes são a inconformidade e a não aceitação da corrupção. Defendemos que todas as ações de corrupção, independentemente de quem as pratica, sejam investigadas e seus autores responsabilizados.
No entanto, surpreende-nos o viés presente nos processos que investigam casos de corrupção. Observamos com grande preocupação o processo de judicialização da política e o risco claro que este processo apresenta à democracia brasileira. Percebe-se que, para determinados julgamentos, não se têm observado o amplo direito à defesa, ao contraditório e à imparcialidade do julgamento, garantidos pela Constituição. É necessário que sejam respeitados os princípios da inocência e afastados os riscos de julgamentos sumários. Em vez disso, o que temos visto são ordens judiciais com ações repressivas absolutamente à revelia da nossa Constituição.

As polarizações, coerções e uso abusivo de poder não são condizentes com a prática da justiça. Um país democrático como o Brasil precisa garantir espaços seguros de diálogo, debate de ideias e projetos sem que os adversários políticos sejam considerados inimigos a serem aniquilados a qualquer custo.

Por apoiar e acreditar na democracia, reivindicamos o respeito aos resultados das eleições de 2014. No entanto, isso não significa não debater o Brasil que temos e que queremos. É necessário que superemos a distância do que nos separa entre o que somos e o que esperávamos ser.

O recrudescimento dos aparatos repressivos do Estado está reescrevendo uma história no país que não gostaríamos de ver repetida. A recente Lei Antiterrorismo é o exemplo mais claro deste fenômeno. A justiça não deve ser distorcida e nem a lei deve ser usada para fazer prevalecer os interesses dos fortes (Hc 1.4).

Os movimentos sociais chamam a atenção e se mobilizam para que a democracia se aprofunde por meio da distribuição de renda e das riquezas, ampliação de direitos, saneamento básico, fontes renováveis de energia, garantia de direitos de trabalhadores e trabalhadoras, democratização dos meios de comunicação e de uma segurança pública eficaz e cidadã. Essas são agendas essenciais para serem encaminhadas nos espaços representativos da política brasileira. Interesses privados e caprichos políticos não devem ser colocados acima do bem coletivo e das tarefas urgentes para superação da crise econômica e social.

Exortamos ao povo brasileiro, diante da polarização estimulada por uma mídia partidarizada e tendenciosa, que expresse pacificamente sua opinião e posição sobre o momento político que vivemos e evite o incentivo e a prática de qualquer tipo de violência e ilegalidade. Precisamos, antes de tudo, preservar a nossa jovem democracia, o Estado de direito e as conquistas sociais que a sociedade brasileira alcançou nos últimos anos.

Brasília, 11 de março de 2016.



"O fruto da justiça será a paz; e a obra da justiça proporcionará tranquilidade e segurança eternas.
O meu povo viverá em regiões pacíficas, em moradas seguras, em lugares tranquilos de paz e repouso."
(Is 32.17-18)

CONSELHO NACIONAL DE IGREJAS CRISTÃS DO BRASIL - CONIC



EDITORIAL : O ESTADO DE  SÃO PAULO. 

O asceta de Garanhuns





“Se tem uma coisa que eu me orgulho, neste país, é que não tem uma viva alma mais honesta do que eu. Nem dentro da Polícia Federal, nem dentro do Ministério Público, nem dentro da Igreja Católica, nem dentro da Igreja Evangélica. Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.” Lula continua achando que o brasileiro é idiota. Reuniu ontem blogueiros amigos para um café da manhã em seu instituto e, a pretexto de anunciar que vai participar “ativamente” do próximo pleito municipal, aderiu pessoalmente – já o havia feito por intermédio de seu pau-mandado Rui Falcão – à campanha promovida por prósperos advogados e seus clientes, apavorados empresários e figurões da política, para desmoralizar a Operação Lava Jato, que procura acabar com a impunidade de poderosos corruptos.


Lula conseguiu escapar penalmente ileso do escândalo do mensalão e, por enquanto, não está oficialmente envolvido nas investigações sobre o assalto generalizado aos cofres públicos. Os dois casos juntam-se numa sequência das ações criminosas que levaram dinheiro sujo para os cofres do PT e aliados e “guerreiros” petistas como José Dirceu, José Genoino e Delúbio Soares para a cadeia.

O que é inacreditável é que, como presidente da República e dono do PT, Lula não tivesse conhecimento do mensalão e do petrolão que desfilavam sob seu nariz. Assim, é notável o atrevimento – talvez mais estimulado pelo desespero do que por sua índole de ilusionista – com que o personagem, que ficou rico na política, se apresenta como monopolista das mais prístinas virtudes.

Só mesmo alguém empolgado pelo som da própria voz e pelas reações da plateia amiga cairia no ridículo de se colocar como referência máxima e insuperável em matéria de honestidade. “Pode ter igual, mas mais do que eu, duvido.”

Apesar de inebriado com as próprias virtudes, Lula encontrou espaço para a modéstia – infelizmente de braços dados com a mendacidade, que alguns chamam de exagero retórico – ao se referir ao combate à corrupção. Fez questão de dar crédito a sua sucessora, deixando no ar a pergunta sobre a razão pela qual os petistas esperaram oito anos, até que o chefão deixasse a Presidência, para se preocuparem com os corruptos: “O governo criou mecanismos para que nada fosse jogado embaixo do tapete nesse país. A presidente Dilma ainda será enaltecida pelas condições criadas para punir quem não andar na linha nesse país”. E arrematou, falando sério: “A apuração da corrupção é um bem nesse país”.

Lula não se conforma, no entanto, com a mania que os policiais e procuradores têm de o perseguirem, obstinados pela absurda ideia fixa de que ele tem alguma coisa a ver com a corrupção que anda solta por aí: “Já ouvi que delação premiada tem que ter o nome do Lula, senão não adianta”. Ou seja, os homens da Lava Jato ou da Zelotes não vão sossegar enquanto não obrigarem alguém a apontar o dedo para o impoluto Lula. Mas, confiante, o chefão do PT garante que não tem o que temer: “Duvido que tenha um promotor, delegado, empresário que tenha coragem de afirmar que eu me envolvi em algo ilícito”.

Lula falou também sobre a fase mais financeiramente próspera de sua carreira política, quando, depois de ter deixado o governo, na condição de ex-presidente faturou alto com palestras aqui e no exterior patrocinadas por grandes empresas. Explicou que é comum ex-chefes de governo serem contratados para transmitir suas experiências ao mundo. Quanto a palestrar no exterior para levantar a bola de empreiteiras que para isso lhe pagam regiamente, Lula tem a explicação que só os mal-intencionados se recusam a aceitar: “As pessoas deveriam me agradecer. O papel de qualquer presidente é vender os serviços do seu país. Essa é a coisa mais normal em um país”.

De fato, é muito louvável que um ex-presidente da República se valha de seu prestígio para “vender” os serviços e produtos de grandes empresas brasileiras aptas a competir no mercado internacional. Resta definir quando essa benemerência se transforma em tráfico de influência.

“Nesse país”, porém, qualquer um que manifeste dúvidas em relação à absoluta integridade moral do asceta de Garanhuns é insano ou mal-intencionado.

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