quinta-feira, 13 de agosto de 2009

QUE FALTA FAZ UM FONTENELLE !



SÃO PAULO: AMÉRICO FONTENELLE TENTOU RESOLVER O CAOS NO TRÂNSITO
O coronel carioca Américo Fontenelle foi chamado pelo governador paulista Roberto de Abreu Sodré para o cargo de Diretor do Departamento Estadual de Trânsito, para tentar disciplinar o caótico trânsito de São Paulo. Sua atuação polêmica, por ser por demais enérgica, durou 57 dias.

Na foto do Arquivo OESP (O Estado de São Paulo), de 1967, Américo Fontenelle dá uma de dublê de guarda de trânsito.

Fontenelle foi homenageado com seu nome dado a um terminal de ônibus junto à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, com linhas destinadas à Baixada Fluminense.


:: Américo Fontenelle ::

história publicada em 11/7/2008
O trânsito na cidade de São Paulo sempre foi caótico. Embora na metade dos anos 1960 a cidade não tivesse o mesmo número de automóveis que tem hoje, as vias não eram tão largas e não tínhamos as mesmas avenidas que temos hoje. O trânsito cada vez mais lento chamava atenção de todos, e a lentidão do trânsito deixava o ar com excesso de monóxido de carbono.
Em 1967 o governador Abreu Sodré convocou o coronel Américo Fontenelle, que tinha resolvido o problema do trânsito no Rio de Janeiro. Havia quem duvidasse que ele resolvesse o problema aqui em São Paulo, devido à diferença geográfica dos dois estados.
Quando Fontenelle por aqui desembarcou com a responsabilidade de arrumar o trânsito paulistano, viu se uma balburdia do tamanho da cidade. Guias, blocos de concreto, eram colocados por vários pontos da cidade, fazendo cercos, impedindo a passagem de carros por aqui, ou ali. Foi feito duas rótulas no centro da cidade, uma espécie de anel, por onde os carros e ônibus faziam um percurso por onde desembarcavam os passageiros dos coletivos com a inscrição circular, e davam vazão aos veículos menores.
Rótula um e rótula dois. Sendo a segunda bem maior que a primeira. Parece que persiste até hoje, pelo menos até bem pouco tempo ainda estavam sendo usadas.
Na verdade parece que o tiro saiu pela culatra. A cidade de São Paulo que era tida como a cidade que não podia parar, naqueles dias parou, literalmente. Era um engarrafamento só. Os jornais traziam fotos de engarrafamentos homéricos nas avenidas. Uma foto trazia a Avenida Brigadeiro Luiz Antônio do centro até a Avenida Paulista, e uma outra foto a continuidade da mesma até perto da Avenida Santo Amaro.
Num debate transmitido pela televisão Tupi, intermediado por Aurélio Campos, a deputada Conceição Santa Maria (Conceição Costa Neves) falava contra o coronel, com criticas severas. Este por sua vez, explicava, mas não explicava muito. Aurélio Campos tentando ser o mais educado possível. Dizia: “Coronel, as fotos mostram os congestionamentos“.
Ele se defendia: “Aurélio são fotos tiradas com os semáforos fechados”. Por um ou dois meses só se falava em trânsito e em Fontenelle.
Na entrega do prêmio Roquete Pinto pela TV Record daquele ano de 1967, o governador Sodré que comparecia em todos os eventos, não podia estar fora daquele. Tinha ele que responder muitas perguntas a respeito do que estava acontecendo com o trânsito na cidade, transformando a tradicional entrega do Roquete Pinto num evento totalmente diferente dos anteriores.
Um dos perguntadores era o superintendente da Radio Bandeirantes, Murilo Leite. Sua pergunta era um pouco fantasiosa: “Governador Sodré, o senhor mandou fazer um exame da cabeça do coronel?”.
Sodré com cara de quem queria mandar o perguntador para algum lugar, disse na maior educação: “Não foi preciso, sua mente está na mais perfeita ordem”.
Um belo dia o coronel Fontenelle foi demitido, e um funcionário de carreira do D.S.T. assumiu o comando do trânsito, e surpreendentemente este ficou muito melhor.
Então os defensores do coronel perceberam que estava havendo boicote, por ter o coronel furado pneus, com “Miguelitos” esvaziados ou cortados à faca, quando estacionados em local proibido.
Mesmo fora, o prócero Américo Fontenelle era chamado para entrevistas e a cada vez que isso acontecia era motivo para uma boa audiência.
E num programa de muita polêmica chamado de “Roleta Paulista” no canal cinco TV Paulista Américo Fontenelle era o entrevistado. Deve ter sido um programa daqueles bastante quente em termos de discussão, porque o coronel Fontenelle teve um infarto e faleceu, se não foi no próprio estúdio, foi a caminho do pronto socorro.
Américo Fontenelle é nome de rua na zona leste da cidade de São
Paulo.


LINK : http://www.saopaulominhacidade.com.br/list.asp?ID=1924

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Nascido em 1921, carioca, Fontenelle formou-se oficial-aviador com cursos de
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